Linha de Sucessão da Casa de Bragança

Para chegarmos a Linha Sucessória do Trono e Coroa do Brasil, precisamos recorrer à pelo menos duas gerações anteriores da Casa de Bragança, que reinava no Brasil desde 1500. Isto é, desde Dom Manoel, rei este que reinava em Portugal por ocasião da descoberta do Brasil por Pedro Alvares Cabral, Senhor de Belmonte.

Dona Maria I

(*1734 + 1816) 59 19

Dona Maria (cognominada, a Piedosa ? e também a Louca) nasceu em Portugal (Lisboa) a 17 de dezembro de 1734 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1816. Foi a primeira monarca a pisar em terras do Novo Mundo.

Casou-se com seu tio Dom Pedro.

Deste casamento nasceram três filhos:

  1. 1 - Dom José (falecido muito jovem)
  2. 2 - Dom João (Mais tarde Dom João VI)
  3. 3 - Dona Mariana Vitória

Dom João VI (o Clemente)

(*1767 + 1826) 59 19

(Dom João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança).

Dom João sexto casou com Dona Carlota Joaquina.

Deste casamento sobrevieram 9 filhos.

Dentre eles Dom Pedro I, que seria o primeiro Imperador do Brasil. (Também foi Dom Pedro IV de Portugal, por ocasião do falecimento de seu pai. Abdicou do Trono e Coroa portugueses em favor de sua filha mais velha, que tornar-se-ia a Rainha Dona Maria II de Portugal).

Linha Sucessoria do Trono Brasileiro

A linha de sucessão brasileira está definida pela Constituição Imperial (de 25 de março de 1824 e modificada pela lei de 12 de agosto de 1834).

Ela se dá da seguinte forma:

  1. 1. Pela descendência legítima do Imperador Dom Pedro I, Proclamador da Independência a 7 de setembro de 1822.
  2. 2. A sucessão se dá por ordem regular de primogenitura masculina, precedendo à feminina, preferindo-se a linha anterior à posterior. Na mesma linha, preferindo-se o grau mais próximo ao mais distante; no mesmo grau, o masculino antes do feminino; em sendo do mesmo sexo, aquele que for mais velho antes do mais novo. (Artigos 116 e 117 da Constituição Imperial).
  3. 3. Um estrangeiro não pode suceder à coroa do Brasil.
  4. 4. Em caso de extinção da Dinastia Brasileira, o Parlamento Imperial escolherá uma nova Dinastia, que deverá ser aclamada pelo povo. (Lembrando-se que o Imperador do Brasil o é ?pela Graça de Deus e unânime aclamação dos Povos, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil?).
  5. 5. O casamento de um Príncipe em linha de sucessão não poderá ser feito sem o consentimento do Imperador e aprovação do Parlamento Imperial.
  6. 6. Em caso de casamento de uma Princesa Herdeira casar-se, o consorte não terá o título de Imperador a não ser que desse consorcio haja uma criança, que será herdeira do Trono e Coroa.

Sucessão de Dom Pedro I

Dom Pedro I (o Libertador, o Rei Soldado)

(*1797 + 1826) 59 19

(Dom Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim).

Dom Pedro I ( tratamento: Sua Majestade Imperial ) casou-se, em 1817, com a Arquiduquesa d´Áustria , Da. Leopoldina (tratamento: Alteza Imperial e Real) (*1797 + 1826 ).

Deste casamento:

  1. 1. Dona Maria da Gloria (*1891 + 1853) . Foi a Rainha Da. Maria II de Portugal
  2. 2. Dona Januária (*1822 + 1901) Casou-se com Dom Luis das Duas Sicílias, Conde de Áquila. Fpi Princesa Imperial do Brasil até o nascimento de Dom Pedro II (em 2 de dezembro de 1825)
  3. 3. Dona Paula Mariana (*1823 + 1833)
  4. 4. Dona Francisca (*1824 + 1898) Casou-se com Dom Francisco de Orleans, Príncipe de Joinville
  5. 5. Dom Pedro II (*1824 + 1891) Imperador do Brasil. Dele segue a linha sucessória

Dom Pedro I casa-se com Dona Amélia de Leuchtemberg (*1812 + 1873). Deste consórcio nasce uma menina Da. Maria Amélia (apelida ?Princesa Flor? por sua beleza), que morre de tuberculose, sem descendência.

Dom Pedro II (o Magnânimo, o Rei Filósofo)

(*1825 + 1891) 59 19

(Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula LEOCACIO Miguel Gabriel Rafael Gonzaga).

Dom Pedro II (S.M.I.) foi declarado maior em 1840 e reinou até 1889, quando o golpe militar de 15 de novembro o exilou juntamente com toda a Família Imperial. Morreu no exílio, em Paris, em 5 de dezembro de 1891.

Dom Pedro II casou-se com em 1843 com Da. Tereza Chistina de Bourbon, Princesa das Duas Sicílias (Alteza Real) (*1822 + 1889)

Deste casamento duas filhas sobreviveram (dos quatro que tiveram):

  1. 1. Princesa Da. Isabel (Alteza Imperial) (a Redentora) (*20 de julho 1846 + 14 de novembro de 1921). Desta a descendência da linha sucessória da Casa Imperial
  2. 2. Dona Leopoldina (Alteza) (*1847 + 1871) Casou-se com o Príncipe Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha (Alteza)

Dona Isabel (de jure: Dona Isabel I)

(*1846 + 1921) 59 19

(Dona Isabel Cristina Leopoldina Augustina Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga).

Da. Isabel, Princesa Imperial (Alteza Imperial), chamada a Redentora, por ter defendido a causa da Abolição e assinado a Lei Áurea a 13 de maio de 1888 ? por ocasião de sua Regência do Trono) sucede a seu pai. O Imperador Dom Pedro II.

Casa-se com o Príncipe Gastão de Orleans, Conde d´Eu (Alteza Real) (*1842 + 1922).

Com a morte do Imperador Dom Pedro II (1891), a Princesa Isabel torna-se a Chefe da Casa Imperial Brasileira.

Deste casamento:

  1. 1. Dona Luiza Vitoria (*1874 + 1874 - 28 de julho)
  2. 2. Dom Pedro de Alcântara (Príncipe Imperial - 1908 ) (Alteza Imperial). Este Príncipe renuncia a seus direitos dinásticos ao Trono e Coroa do Brasil em 30 de outubro de 1908.
  3. 3. Dom Luiz (O Príncipe Perfeito) torna-se imediatamente detentor dos direitos dinásticos. Dele a descendência dinástica.
  4. 4. Dom Antônio (*1881 + 1918). Sem descendência.

Dom Luiz (o Príncipe Perfeito)

(*1878 + 1929) 59 19

Segundo filho da Princesa Isabel, torna-se o Príncipe Imperial em 30 de outubro de 1908, como consequência da renuncia de seu irmão mais velho, o Príncipe dom Pedro de Alcântara.

Casou-se com a Princesa Da. Maria Pia de Bourbon e Duas Sicílias ( (Alteza Real) (*1878 + 1934). Falece, portanto, antes de sua mãe, a Princesa Isabel, Chefe da Casa Imperial.

Deste casamento nascem:

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